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Mostrando postagens de julho, 2015

CARTA DE UM SUICÍDIO!

  “Hoje desafoguei um pouco de mim, analisei meus passos, ponderei minhas decisões, escolhas e percebi o quanto fui alvo de observações desnecessárias e infundadas. A vida tem muito a me ensinar e eu mais ainda a aprender. Primeiramente, nunca confie totalmente na mão que lhe acalenta, ela é a mesma que balança o berço e te empurra do despenhadeiro. Estou começando a explodir por dentro, rasgar as vísceras, romper a placenta na qual estive alojado. Quero fugir deste útero que me aprisiona, quero berrar ao ver a luz, quero apontar o dedo médio pros idiotas e dizer eu sou mais eu! Que eu valho mais que o que rotulam. Quero sentir-me novamente. Quero sair desse lodo que me infiltraram, desse mar de escuridão que estão me afundando. Minhas forças resgatarei, pois sou mais forte, tenho palavras de ordem e ação. A partir de hoje decreto o suicídio deste inerte ser que me assombra. Dessa imagem nefasta do passado que me perturba, me tira o sono, ceifando meus sonhos, encharcando-me...

Sofrer.

"Quando o corpo sofre, a alma revida; quando o coração sente, o corpo reage, e quando a alma sofre, os olhos se banham em fartas e inundantes lágrimas. Não quero sentir isso, não quero me banhar desta forma. Que o amor real me visite por toda a vida." (A.M.O. - 17/06/2015)*

O medo

"Com medo de dizer a verdade, as palavras acabam chegando em entrelinhas, entre palavras, entre textos, em letras de músicas, em versos de poetas malditos. Mas nunca do coração." (A.M.O. - 17/06/2015)*