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Mostrando postagens de fevereiro, 2016

Meu voo

"Sou como pássaro livre. Voo alto e longínquo, alço voos longos e duradouros, mas, quando aninhado. Ah! Neste momento, alço voos altos ou rasantes, porém, acompanhado." (A.M.O. - 28/02/2016)

Um homem que chega

“O whisky já estava no copo, gelando com a água do gelo que derretia. Um sentimento tomou conta dele, era algo estranho que nunca havia sentido antes. Sabia o que era mas, tinha muito medo de assumir que aquela possibilidade poderia se concretizar. O crooner cantava Jorge Vercilo como se estivesse lendo nossa estória. Na cabeça atormentada de Carlos, os pensamentos se misturavam às lembranças e à letra da canção: “ Nós já temos encontro marcado/ Eu só não sei quando / Se daqui a dois dias/ Se daqui a mil anos/ Com dois canos pra mim apontados/ Ousaria te olhar, ousaria te ver/ Num insuspeitável bar, pra decência não nos ver/ Perigoso é te amar, doloroso querer/ Somos homens pra saber o que é melhor pra nós/ O desejo a nos punir, só porque somos iguais...” O compositor certamente conhecia  a história dos dois. O whisky esquentou, agora era cowboy. Mas o que não sai de suas lembranças mesmo eram todos os momentos às escondidas que estiveram juntos. Era um sentimento, assim como um...

Um encontro marcado

"A água do banho caia lhe abundante, enquanto Maria Bethânia cantava Sensível demais no play. Como a água que escorria abundante rumo ao ralo suas lembranças se esvaiam. Do corpo. Da alma. Dos poros. Uma a uma. Cadencialmente. "Sensível demais você me deixou e agora, como dominar as emoções, sensível demais você me deixou e agora...", como na letra da composição ele teria que se refazer de tudo, mas, principalmente das lembranças do passado." (A.M.O - 20/02/2016) excerto de conto em construção.

Amor de Calmaria

"Os tempos eram outros já. As nuvens de tempestades estavam se dissipando. O céu estava clareando e os primeiros raios de sol apontavam no horizonte. O dia parecia mais ameno que anteriormente. As flores estavam mais vivazes e o canto dos pássaros soavam mais suaves e menos tristes. A natureza estava dando as boas vindas a ele. Àquele que em tantas tormentas havia navegado. Era o bálsamo que necessitava para seu coração destroçado. Estava se reerguendo, se retomando, precisava de um apoio natural como aquele. Ao abrir de fato os olhos, surpreendeu-se com o companheiro que já havia partido há meses. O canto do bem-te-vi soava como clamor a espera de um bom dia. Ele estava refeito de fato, para prosseguir adiante..." (A.M.O. - 21/02/2016) Excerto da narrativa "Amor de Calmaria".

Imprint

“Se quiseres me calar, tire meus ouvidos e não minha boca, uma vez que, falo o que ouço e repito o que vejo. Nessa confusão de sentidos, creio que seja melhor me ignorares, assim digo o que penso, vejo o que quero e ouço o que me fará bem. Vivo e deixo viver. Não lhe incomodo e imprimo o que minha alma comanda no imprint. ” (A.M.O. – 22/08/2015)

Ouvindo vozes

“Quando ouço vozes em meu interior, concluo que é o momento de me resignar, me encontrar com minhas escritas, comigo mesmo. Só assim acalento a multidão que fala por mim, em meus versos.” (A.M.O. – 22/08/2015)

Se aproxime devagar

“Se queres ficar em minha vida, se aproxime, puxe um banquinho, faça silêncio, e quando fores dizer algo, diga baixinho, para que não te assustes com meus pensamentos.” (A.M.O. – 22/08/2015)

Balanço

“Estou fechando pra balanço; logo, os seus pertences pessoais, seus livros, cds, dvds, aquele jeans surrado e o diu que você tirou na noite passada, deixarei com o porteiro do prédio. Até breve...” (A.M.O. – 22/08/2015)

Hoje, só hoje.

"Hoje quero me fechar, buscar o que de mais intenso há em mim: minha essência. Hoje não terão batidas na porta, toques de celular que me movam de meu intuito. Quero e preciso do escuro, da clausura, pois só assim cumprirei minha missão: encontrar-me." (A.M.O. - 22/08/2015)

Pássaros Feridos

"Na natureza todos precisam respirar e sentir a brisa fresca, voar, voar o mais alto possível em liberdade, sem amarras, sem medos e sem cortes. Os pássaros quando estão com as asas quebradas, o melhor a fazer é cuidá-los, até que curem e não acabar de quebrá-las. Tudo leva tempo. As cicatrizes fecham com o tempo, mas quando feridas se tornam chagas que doem ainda mais. A liberdade e o impulso no voo são o que fazem com que esses pássaros possam voltar a voar e alçar novos e logos voos.” (A.M.O. – 22/08/2015)