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Mostrando postagens de 2017

AMADOS E ESPERADOS FILHOS,

Do lar de vocês, aonde a esperança, o amor e a caridade os esperam, sem um data prevista... AMADOS E ESPERADOS FILHOS, Esta cartinha é em resposta a recebida por nós, seus pais, Alexandre e André, que muito o aguardam. Bem, vamos lá. Procurarei expressar aqui, tudo o que meu coração permitir. Você deve ter estranhado o fato do cumprimento inicial ser destinado a filhos, no plural. Não está equivocado não; são filhos porque primeiramente idealizamos você, nosso amado Bento, entretanto, sentimos em nosso coração que não seria justo tanto amor, não ser compartilhado com um outro ser. Então decidimos que pediríamos ao papai do céu, não um mas, dois filhos, para que um continuasse essa caminhada, em companhia do outro, em caso de nossas ausências. Logo, remexendo em nossos guardados interiores, que muitos conhecem como lembranças, desejos, sonhos, nos percebemos, eu e seu pai, que além do desejo comum de seu nome, também partilhávamos da ânsia de ter filhos gêmeos, ele por ...

De um lugar especial, de uma data imprevista...

De um lugar especial, de uma data imprevista... Uma carta de boas vindas aos meus, ansiosamente esperados pais: Alexandre e André: Oi papais, vocês ainda não me conhecem, também não os conheço pessoalmente ainda, porém tenho recebido tanto afeto aqui onde estou que já me sinto de fato filhos de dois pais amorosos como vocês. Bem, esta cartinha é pra expressar o quanto também estou ansioso por conhecer vocês. Daqui já ouço em sussurros as cantigas de ninar e de acalanto que vocês já planejam cantar para mim. Saibam que todo esse anseio embalado por amor e muito afeto já é sentido por mim. Causo até certa cisma nos meus amiguinhos aqui, uma vez que, eles apesar de também estarem na mesma fila que eu, ainda não foram destinados a nenhuma família, enquanto eu, além de muito amor, terei dois pais. Quer razão maior para ser muito amado que esta? Disseram me que já tenho até nome escolhido, Bento, abençoado seja, disse o interlocutor que veio até mim a fi...

“QUANDO NASCI DE UMA MULHER INDAGUEI!”

 “ QUANDO NASCI DE UMA MULHER INDAGUEI!” profandre.literratura@gmail.com/ profandre_ literatura@hotmail.com Quando pedi para nascer, tive a livre escolha de desejar vir na família que vim. Também me foi dado o direito de decidir de quem iria nascer. Quem seria minha progenitora. Quem seria a escolhida, a poderosa, a mãe, a mentora. Então ao indagar porque nascer de uma mulher, eu fui prontamente respondido: “Sente aqui meu filho. Olhe, a natureza tem sábias promessas que jamais podemos indagar, por mais que nos seja cobrado, pela curiosidade e somos; jamais devemos indagar. Nascemos de uma mulher porque ela foi escolhida, para ser sensível, ser amável, companheira, compreensível, feminina, ser mulher. É dela que ouvirás os mais dóceis conselhos, as mais intensas dores, os mais desesperados sentimentos de ausência. Também será nos braços de uma mulher que serás amamentado, acalentado e acarinhado nas suas maiores desilusões. A cada ser feminino que hoje conhecemos como ...

Neusa Rocha, uma fortaleza,

Neusa Rocha, uma fortaleza, Ela carrega a tristeza no olhar, Não por dor ou falta de amor, Ela carrega a tristeza por amar, Não um homem, mas, seu único amor Um amor que foi além da luz, Um amor que trouxe ao mundo, Girou sol, deitou lua e ainda reluz, Dentro de seu peito foi gira-mundo, Chegou, passou e não nos deixou Vazios de amor, de ser e sentimentos, O filho que nunca na vida abandonou Que não sai da lembrança, dos pensamentos, Foi tanto amor em tão pouco tempo, Que a vida lhe trouxe muitas razões, Para amar ao alheio sem ressentimento, E encher o mundo de amor nos corações. Ela transluz a energia em alegria, Sorrindo, ela deixou essa dor para trás Não chora mais, dopada de anestesia, Não sente, não chora e não se desfaz. Ela é mãe, ela não é amante, Não do homem, mas, da sintonia, Ela é amante, ama e nunca mente E no peito não há dor, só alegria. Ela é fiel, destemida e crente Crente em tudo que faz ao alheio, ...

Há um buraco na parede,

Há um buraco na parede, Há um buraco na parede, não é um buraco simples, qualquer, é um espaço aberto numa rede, que enlaça um corpo de mulher, Há um buraco na parede, mas não transpassa nada, sequer o ar, não imerge água e não transgride a dor, o amor, as ondas do mar, a rede. Há um buraco na parede, e por ele vejo o mundo do outro lado, vejo a vida, vejo tudo esquisito, estranho. Quase nada, um instinto malfadado. Há um buraco na parede, e o cinza, o opaco, o escuro me iludem, não há cores neste fio, nesta rede, nada, não vejo mais, e todas as coisas me confundem Há um buraco na parede, e agora sinto passar o vento, não sinto nada mais que sede, não sinto fome e nem alento. Há um buraco na parede, e por ele não vejo a razão de tanta dor e sofrimento neste mar de solidão. Há um buraco na parede, Nada mais agora me alcança, o olhar, o peso do meu corpo, minhas forças, me cansa(m). Há um buraco na parede,...

À Diva Alexandra,

À Diva Alexandra, Eu? Eu sou aquela que dorme no escuro, sou aquela que de coragem sobrevive, sou a mesma que você ignora obscuro, Fui, sou e sempre serei a que te exige, Renasço a cada dia, a cada instante, renovo minhas forças na suma existência, se tombada, me ergo, sempre obstante, levanto de minhas cinzas por sobrevivência, grito, choro, lamento e murmuro, olho por mim, daqui de cima do muro, não sou fria, não gélida, sou mulher bela e angélica, quem não me conhece, não me entende, quem não me ouve, não me compreende, sou tomada de forças e delas faço razão, razão pra viver, pra sorrir num mundo cão, São dessas forças, que me retiro das cinzas, que me renovo, me inspiro e me calço, ao me pôr em pé, e me ponho, descalço, é por que já me tornei mais do que finjas, não sou aquela que julgas conhecer, não sou aquela que viu ao amanhecer, sou a outra, a indomada, como Ártemis, que das cinzas ressurge, altiva como a f...

O lápis do poeta

O lápis do poeta by André Maciel de Oliveira Do espocar no poeta o pensamento Da ideia que vem e lhe incomoda, O artista se torna poeta no momento, Ou apenas se senta, ignora e se acomoda. Nas sombras do grafite no papel, Nas inúmeras borras da borracha, Entre incontáveis buscas pelo fiel, Gradativamente o poeta se acha, Numa busca incessante pela arte, Discussões e indagações que ele se faz Explora, transfigura e geme à parte Para que a arte jamais aqui jaz Entre dedos e dúvidas do artista, A arte vem se tornando profissão Para que nada pareça pouco farsista Ele se desdobra e caleja a(s) mão(s) Entretanto a poesia não lhe convém E ele absurdamente se corrói, Se cobra, se exime, mas não se detém Pois sabe que a falta desta mata e destrói A ausência desta arte destrói Mutila, acaba e a cultura desintegra Deste povo, e por isso e isto lhe condói Pois à ignorância ele se integra. Que cada verso aqui manus...
"Entre portas e portões, grades e grilhões, pedras e obstáculos, a força e a persistência conosco vencem sempre. Que a sexta feira seja iluminada como o dia de hoje." (A.M.O. - 25/08/2017)