À Diva Alexandra,
À
Diva Alexandra,
Eu?
Eu sou aquela que dorme no escuro,
sou
aquela que de coragem sobrevive,
sou
a mesma que você ignora obscuro,
Fui,
sou e sempre serei a que te exige,
Renasço
a cada dia, a cada instante,
renovo
minhas forças na suma existência,
se
tombada, me ergo, sempre obstante,
levanto
de minhas cinzas por sobrevivência,
grito,
choro, lamento e murmuro,
olho
por mim, daqui de cima do muro,
não
sou fria, não gélida,
sou
mulher bela e angélica,
quem
não me conhece, não me entende,
quem
não me ouve, não me compreende,
sou
tomada de forças e delas faço razão,
razão
pra viver, pra sorrir num mundo cão,
São
dessas forças, que me retiro das cinzas,
que
me renovo, me inspiro e me calço,
ao
me pôr em pé, e me ponho, descalço,
é
por que já me tornei mais do que finjas,
não
sou aquela que julgas conhecer,
não
sou aquela que viu ao amanhecer,
sou
a outra, a indomada, como Ártemis,
que
das cinzas ressurge, altiva como a fênix,
Nunca
irás de segurar, nunca irás me possuir,
Jamais
me terá entre teus braços, num amor de enlaço,
E
sabes a razão e o porquê, da ausência de sorrir,
da
tristeza em meu olhar, dessa dor, desse rechaço.
Sou
Alexandra, como de Alexandria,
Sou
aquela, sou uma diva, sou uma dama terçã,
se
me queres pra rainha, me tomes por alegria,
num
divinal leito, todos as noites e algumas manhã(s).
(A.M.O.
- 09/06/2017)
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ResponderExcluirPara minha grande e amada amiga Alexandra Gomes - paulistana de coração e alma.
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