CARTAS DE AMOR RIDÍCULAS OU NÃO, SÃO CARTAS DE AMOR

CARTAS DE AMOR RIDÍCULAS OU NÃO, SÃO CARTAS DE AMOR (André Maciel de Oliveira – Colunista)
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No último domingo comemoramos o Dia dos Namorados, um dia que deveria ser comemorado diariamente, uma vez que, deveríamos ser eternos enamorados pela vida, pelo amor, pelo outro. Deveríamos sim, pois, é através destas paixões que somos movidos. Através de paixões, guerras foram planejadas, mares navegados, corações quebrantados, gerando todo um círculo vicioso que culminou nesta congregação do sentimento que mais maltrata o ser humano. Por amor, matam, por amor se entregam, por amor lutam e perdem. Por ele também choram, impiedam se, comemoram, registram esses momentos em cartas, comentários, postagens, imagens; na memória humana, da rede social, dos cartões sd ou até mesmo na intenção. Já dizia o poeta em um de seus heterônimos, que as cartas de amor seriam ridículas, todas elas seriam ridículas, mas seriam ainda mais ridículas as criaturas que nunca haviam escrito cartas de amor. Recordo-me de minha infância quando escrevera cartas de amor e particularmente hoje as recordo como eram ridículas, mas as escrevi. Hoje, não as escrevo mais, porém, me atreveria a escrevê-las, entretanto não sei se as postaria, para que meu destinatário as recebesse. Pensando bem, um dia ainda as escrevo. Ridículas ou não, as escreverei sim, estou certo disso, em um futuro bem próximo. Assim, enquanto não as escrevo vou postando minhas mensagens, declarações e poemas que inspiradamente os transfiro para a folha branca ou para a tela inerte do monitor diante de mim. Os sentimentos devem ser explorados, ridículos ou não, melosos ou não, explícitos ou não. Não apenas em dias “especiais” como este de domingo passado, mas em dias que sentirmos a necessidade de expressá-los. Escrevi, escrevo e me manterei escrevendo apaixonadas cartas de amor, em versos, em prosa, em meus poemas, romances, crônicas ou contos, porque sou apaixonadamente enlouquecido pelo que faço e louvo esse labor todos os momentos que escrevo. Declaro meu amor a tudo que faço e me inspiro diariamente. Sou apaixonado sim, pela vida, pelo outro, pela família, pelas minhas conquistas, pelos sonhos que realizo e pelos que vislumbro. E louvando esse sentimento que invade meu peito, apresento aos que não o conhecem: o amor.

O viver a dois.


“Quando estamos prontos para sermos um só é quando estamos a dois, pois nada nos impede, nem sequer as diferenças por mais ínfimas que elas possam ser, porém, é preciso que haja uma igualdade entre as partes. Um pensamento só, uma união, um companheirismo que jamais teremos quando estamos sós. Quando somos dois, deixamos de pensar como um só, pois pensamos a dois, fazemos a dois, e sonhamos a dois. Dividimos as dores, as alegrias, os pensamentos tristes, os conflitos, as dúvidas. Aí sim poderemos dizer que somos um só, estando a dois. Entretanto este exercício, é prática, é feito de cotidiano. Para que possamos avançar na guerra, precisamos primeiro recuar e analisar a situação que se encontram nossos exércitos, para que não tenhamos mais baixas, para que não terminemos as guerras sós. Na relação a dois não é diferente. Somos um sendo dois, somos dois representados por um. Você só se sentirá único, quando de fato estiver pronto para ser assim, caso contrário, mature, prepare-se para o momento que estiver em companhia de ser um só. O estar solteiro é um fato, você não está preparado ainda para dividir tudo isto com outro alguém que não tenha nada a ver com você. Por que este alguém será você em breve, este alguém será sua outra parte que não está contigo, presente o tempo integral. Estará sim, em seu pensamento, em seu coração, em seus sentimentos, nos seus futuros projetos. Nunca se olvide que o diálogo pode ressuscitar relações, mas a falta dele também pode destruir. Vale a pensa pensar como nos encontramos. Dialogue consigo mesmo antes de tomar qualquer decisão. Como diz o poeta Fernando Pessoa, em pessoa: “Tudo vale a pensa se a alma não é pequena”, mas será que nossa alma está na medida certa para estas decisões? Para estes momentos? Para esta divisão?” (A.M.O. – 16/09/2015)

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